Mário Quintana

Um dia acreditei que vencer na vida era ter uma boa casa, boas roupas, um carro e algum dinheiro. O tempo não para, nós amadurecemos e passamos a ver tudo diferente. Hoje sei que vencer na vida é sobretudo estar em paz, onde quer que a gente esteja.

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Assim eu Vejo a Vida

A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo.
Aprendi a viver.

    Cora Coralina

Olhos tristes ( Oriza Martins )

Dizem que o meu semblante
Traz a tristeza no olhar,
É como tarde nublada,
É como praia sem mar…

Olhos tristes como o vento
Que aos poucos vem chegando,
Soprando um doce lamento,
Nostalgia espalhando…

Tristes como a avezinha
Que seus ovinhos perdeu
Por não conseguir salvá-los
Com as asas que Deus lhe deu…

Tristes como o saudosista
No tempo estacionado;
Não curte a vida presente,
Vive atrelado ao passado…

Tristes como a pobre alma
Que se sente abandonada,
Emaranhada nos erros
De uma vida desregrada.

***

Dizem: teus olhos são tristes…
Se o são, já sei por quê:
Eles refletem tristeza
Por eu estar sem você…


Por que os brasileiros comem arroz com feijão?

Arroz com feijão é aquela dupla que a maioria dos brasileiros não dispensa na alimentação do dia a dia. Essa combinação é perfeita porque muitos nutrientes que faltam em um estão em outro: eles são ricos em vitaminas do complexo B, ferro e cálcio e, claro, são os acompanhamentos perfeitos para a maioria das receitas.

Mas você sabe de onde surgiu o hábito de consumir essa dupla de ingredientes no Brasil?

Reza a lenda que a tradição de consumir arroz com feijão iniciou-se no século XVIII. De acordo com o livro Histórias, Lendas e Curiosidades sobre a Gastronomia, de Roberta Malta Saldanha, a dupla ficou mais conhecida porque o arroz foi incluído na alimentação dos soldados por determinação do rei. D. João VI. O feijão, na época, era dado como alimento aos escravos.
De acordo com historiadores, o Brasil foi o primeiro a cultivar o arroz nas Américas: o alimento era o “milho d’água” que os tupis já colhiam próximo ao litoral; o feijão passou a fazer parte da alimentação no país também pelos índios e, mais tarde, pelos escravos.

Fonte: Blog do TudoGostoso


19 de junho – Dia dos Pais no Canadá

Depois de comemorar as mães no 2° Domingo de maio, são os pais do Canadá a serem celebrados no 3° Domingo de junho.
Um poema para celebrar esse dia.

Deus é Pai – Padre Fábio de Melo


Quando o sol ainda não havia cessado o brilho
Quando a tarde engolia aos poucos as cores do dia
E despejava sobre a terra
Os primeiros retalhos da sombra

Eu vi que Deus veio a sentar-se
Perto do fogão de lenha da minha casa
Chegou sem alarde, retirou o chapéu da cabeça
E buscou um copo de água num pote de barro

Que ficava num lugar de sombra constante
Ele tinha feições de homem feliz, realizado
Parecia imerso na alegria que é própria
De quem cumpriu a sina do dia

E que agora recolhe a alegria cotidiana que lhe cabe
Eu o olhava e pensava
Como é bom ter Deus dentro de casa
Como é bom viver essa hora da vida

Em que tenho direito de ter um Deus só pra mim
Cair nos seus braços bagunçar-lhe os cabelos
Puxar a caneta do seu bolso
E pedir que ele desenhasse um relógio bem bonito no meu braço

Mas aquele homem não era Deus
Aquele homem era meu pai
E foi assim que eu descobri
Que o meu pai com o seu jeito finito de ser Deus
Revela-me Deus com seu jeito infinito de ser homem



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13 de Maio de 1888 – Abolição da escravatura

Um poema de Castro Alves conhecido como o Poeta dos Escravos, em função de suas poesias de cunho abolicionista.

    Canção do africano

Lá na úmida senzala,
Sentado na estreita sala,
Junto ao braseiro, no chão,
Entoa o escravo o seu canto,
E ao cantar correm-lhe em pranto
Saudades do seu torrão ...

De um lado, uma negra escrava
Os   olhos no filho crava,
Que tem no colo a embalar...
E à meia voz lá responde
Ao canto, e o filhinho esconde,
Talvez pra não o escutar!

Minha terra é lá bem longe,
Das bandas de onde o sol vem;
Esta terra é mais bonita,
Mas à outra eu quero bem!