MULHER EM DEFINIÇÃO

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Quando brisa
é calmaria
dessas que fazem levitar

Quando primavera
é rosa
capaz de tudo perfumar

Quando fera
é loba
com garras
prontas para atacar

Quando deusa
é lua
capaz de sorrir
pra ver você brilhar

Sirlei L. Passolongo

FELICIDADE

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Muitas vezes, nós nos convencemos de que a vida será melhor depois de se casar, depois de ter um filho e em seguida um outro.
Mais tarde, a gente se sente frustrado  porque nossos filhos não são bastante grandes e pensamos que será melhor quando crescerem.
Depois, a gente se sente frustrado porque eles são adolescentes e, para nós, é uma fase difícil de viver. Então, a gente tem a convicção de ser feliz quando passarem essa fase.
Dizemos a nós mesmos que a nossa vida será melhor quando as coisas melhorarem para nosso cônjuge, ou tivermos um carro melhor, quando pudermos sair de férias, quando estivermos aposentados…
A verdade é que não há momento melhor para ser feliz que o momento presente. Se não for agora, quando será?
Sua vida sempre estará cheia de desafios a serem alcançados e de projetos a serem terminados. O melhor é admitir e decidir de ser feliz de qualquer maneira.

Uma de minhas frases preferidas é de Alfred d. Souza. Ele disse: "Durante muito tempo, eu pensei que minha vida ia começar finalmente. A Verdadeira Vida! Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser resolvido em  primeiro lugar, um tema inacabado,  tempo para gastar, uma dívida a  pagar. E então lá, a vida ia começar! Até que eu percebi que esses obstáculos eram exatamente minha vida". Esta perspectiva me ajudou a entender que não há um caminho que conduz à felicidade. A felicidade é o caminho.
Então, pare de esperar que a escola termine, que  seu salário aumente, perder 05 quilos, se casar, ter filhos, que eles deixem a casa, ou simplesmente esperar a noite de sexta-feira, ou domingo pela manhã, ou até mesmo  a primavera,   verão, outono e  inverno para decidir que não há nenhum momento melhor que agora para ser feliz.

A felicidade é uma trajetória e não um destino. Então: trabalhe como se não precisasse de dinheiro, ame como se nunca qualquer pessoa o tivesse feito sofrer, dance como se ninguém olhasse para você! Viva, apenas…

Via : Le Grenier de Bibiane
Imagem : Livre de direito
Tradução do francês



O VELHO CARPINTEIRO

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Um velho carpinteiro estava para se aposentar. Ele contou a seu chefe os seus planos de largar o serviço de carpintaria e de construção de casa e viver uma vida calma com sua família.
Claro que ele sentiria falta do pagamento mensal, mas ele necessitava da aposentadoria. O dono da empresa sentiu em saber que perderia um de seus melhores empregados e pediu a ele que construísse uma última casa como um favor especial.
O carpinteiro consentiu, mas com o tempo era fácil ver que seus pensamentos e seu coração não estavam no trabalho. Ele não se empenhou no serviço e se utilizou de mão de obra e matérias primas de qualidade inferior. Foi uma maneira lamentável de encerrar sua carreira.
Quando o carpinteiro terminou seu trabalho, o construtor veio inspecionar a casa e entregou a chave da porta ao carpinteiro. "Esta é a sua casa", ele disse, "meu presente a você."
Que choque! Que vergonha! Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito completamente diferente, não teria sido tão relaxado. Agora ele teria de morar numa casa feita de qualquer maneira.

Assim acontece conosco.

Nós construímos nossas vidas de maneira distraída, reagindo mais que agindo,desejando colocar menos do que o melhor. Nos assuntos importantes nós não empenhamos nosso melhor esforço. Então, em choque, nós olhamos para a situação que criamos e vemos que estamos morando na casa que construímos.
Se soubéssemos disso, teríamos feito diferente. Pense em você como o carpinteiro. Pense sobre sua casa. Cada dia você martela um prego novo, coloca uma armação ou levanta uma parede. Construa sabiamente. É a única vida que você construirá.
Mesmo que você tenha somente mais um dia de vida, este dia merece ser vivido graciosamente e com dignidade. A placa na parede está escrito:

"A vida é um projeto de faça você mesmo."

Quem poderia dizer isso mais claramente? Sua vida de hoje é o resultado de suas atitudes e escolhas feitas no passado. Sua vida de amanhã será o resultado de suas atitudes e escolhas que fizer hoje.

Autor: Desconhecido

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DIA INTERNACIONAL DAS CRIANÇAS VÍTIMAS DE AGRESSÃO

4 de Junho

Dia quatro de junho não é data para se comemorar. É um dia, isto sim, para refletirmos sobre algo terrível: a violência contra as crianças. Quatro de junho, por conseguinte, foi escolhido para ser o Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão. Em todo o mundo ela acontece e, aqui, no Brasil, também. Infelizmente.

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Mas é preciso ficarmos atentos para o significado dessa agressão e nos perguntarmos de que tipo de agressão, afinal, estamos falando.
Somente da agressão física? Naturalmente que esta é a mais dolorosa do ponto de vista biológico, mas será ela a mais absurda?

Existem diversos níveis de agressão: a corporal, a psicológica, a social, a econômica… outros deve haver, com certeza, mas por ora fiquemos com esses.

VIOLÊNCIA CORPORAL

Segundo o Ministério da Saúde, a violência é a segunda causa de mortalidade global em nosso país e só fica atrás das mortes por doenças do aparelho circulatório. Os jovens são os mais atingidos. Além deles, a violência atinge ainda, em grau muito elevado as crianças e as mulheres. Para esta situação contribuem diversos fatores, entre eles, a má distribuição de renda, a baixa escolaridade, o desemprego.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, 64% das denúncias de agressão à criança tem origem em casa, de acordo com levantamento do SOS Criança (instituição estadual que recebe denúncias de agressão contra a criança e o adolescente).

Os episódios mais rotineiros são afogamento, espancamento, envenenamento, queimadura e abuso sexual.

Não é preciso ressaltar o quanto os casos de estrupo, de clausura, prejudicam o desenvolvimento afetivo e psicológico da criança, sem falar naqueles que levam à morte ou a problemas físicos irreversíveis.

VIOLÊNCIA ECONÔMICO-SOCIAL

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Trabalho Infantil (PNAD/2001), realizada pelo IBGE, o trabalho infantil é exercido por cerca de 2,2 milhões de crianças brasileiras, entre 5 e 14 anos de idade. A maioria dessas crianças vem de famílias de baixa renda e trabalha no setor agrícola.

Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam que nos países em desenvolvimento mais de 250 milhões de crianças de 5 a 14 anos de idade. A maioria delas 61% vive na Ásia – um continente de grande densidade populacional – e em seguida vem a África, com 32%. Porém, em termos relativos, é na África que a situação preocupa, pois em cada cinco crianças, duas trabalham. Na Ásia, a proporção cai para a metade: de cada cinco crianças de 5 a 14 anos, uma trabalha.

Nas grandes cidades, muitas crianças são ambulantes, lavadoras e guardadoras de carros, engraxates etc., vivem de gorjetas, sem remuneração ou com, no máximo, um salário mínimo. Esta situação as afasta da sala de aula e também das brincadeiras, jogos lúdicos fundamentais para um desenvolvimento psicológico saudável rumo à vida adulta.

Consequência da pobreza, uma vez que essas crianças necessitam trabalhar para ajudar o sustento familiar, o trabalho infantil é proibido pela Constituição Brasileira de 1988 e seu combate é considerado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) uma das prioridades dos países em desenvolvimento.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
            em Portal São Francisco

 

CITAÇÃO – CLARICE LISPECTOR

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Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre.

O MULHERÃO – Martha Medeiros

O Mulherão - Martha Medeiros                                     
Peça para um homem descrever um mulherão. Ele imediatamente vai falar no tamanho dos seios, na medida da cintura, no volume dos lábios, nas pernas, bumbum e cor dos olhos. Ou vai dizer que mulherão tem que ser loira, 1,80m, siliconada, sorriso colgate.

Mulherões, dentro desse conceito, não existem muitas: Vera Fischer, Malu Mader, Letícia Spiller, Adriane Galisteu, Lumas e Brunas.

Agora pergunte para uma mulher o que ela considera um mulherão e você vai descobrir que tem uma em cada esquina.

Mulherão é aquela que pega dois ônibus para ir para o trabalho e mais dois para voltar, e quando chega em casa encontra um tanque lotado de roupa e uma família morta de fome.

Mulherão é aquela que vai de madrugada para a fila garantir matrícula na escola e aquela aposentada que passa horas em pé na fila do banco para buscar uma pensão de 100 reais.

Mulherão é a empresária que administra dezenas de funcionários de segunda a sexta, e uma família todos os dias da semana.

Mulherão é quem volta do supermercado segurando várias sacolas depois de ter pesquisado preços e feito malabarismo com o orçamento.

Mulherão é aquela que se depila, que passa cremes, que se maquia, que faz dieta, que malha, que usa salto alto, meia-calça, ajeita o cabelo e se perfuma, mesmo sem nenhum convite para ser capa de revista.

Mulherão é quem leva os filhos na escola, busca os filhos na escola, leva os filhos na natação, busca os filhos na natação, leva os filhos para a cama, conta histórias, dá um beijo e apaga a luz.

Mulherão é aquela mãe adolescente que não dorme enquanto ele não chega, é quem de manhã bem cedo já está de pé, esquentando o leite.

Mulherão é quem leciona em troca de um salário mínimo, é quem faz serviços voluntários, é quem colhe uva, é quem opera pacientes, é quem lava roupa para fora, é quem bota a mesa, cozinha o feijão e à tarde trabalha atrás de um balcão.

Mulherão é quem cria os filhos sozinha, quem dá expediente de 8 horas e enfrenta menopausa, TPM e menstruação. Mulherão é quem arruma os armários, coloca flores nos vasos, fecha a cortina para o sol não desbotar os móveis, mantém a geladeira cheia e os cinzeiros vazios. Mulherão é quem sabe onde cada coisa está, o que cada filho sente e qual o melhor remédio para azia.

Lumas, Brunas, Carlas, Luanas e Sheilas: mulheres nota 10 no quesito lindas de morrer, mas mulherão é quem mata um leão por dia.

Fonte: Amor Contado (Renata Pereira)
Imagem: Images de Mulherão (Martha Medeiros)


EMBRIAGUÊS

 

Embriague-se
De sonhos
Canções
De poemas
Saudade…
Amor
E vida

Para serem realizados
Dançadas
Eternos

A saudade, o amor e a vida?
Só quem vive pode se embriagar de saudade
Só quem ama…

Embriaga-se de vida
Embriague-se…

Sirlei L. Passolongo

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