Halloween

L’Halloween approche à grands pas. No dia 31 de outubro se comemora o Halloween, mais conhecido no Brasil como o “Dia das Bruxas”. É muito comum fazer caretas nas abóboras para utilizá-las como decoração. Para a ocasião, alguns ficam apavorados com histórias de horror colhidas aqui e ali. Emoções garantidas.

Uma história de Halloween

Havia numa cidade uma velhinha magrinha, alta, toda descabelada parecendo ter uns 90 anos de idade. Ela todas as noites de lua cheia aparecia em frente ao cemitério Cruz e ficava lá pedindo esmola.

Um dia um grupo de alunos deu uma festa no Stilus Halloween, uma danceteria que ficava perto do cemitério Cruz. Foi uma festa sinistra, de arrepiar, de arromba que deixou a galera animada. A festa rolou até altas horas da madrugada, quando a turma decidiu voltar para casa.

No caminho de volta da festa a galera passou em frente ao cemitério e viu uma velhinha pedindo esmola. Os garotos acharam muito esquisito, mas como eram gentis foram lá vê-la e um dos jovens perguntou:

– A senhora não tem medo de ficar aqui até essa hora da noite?

Ela então respondeu:

– Quando eu era viva eu tinha.

Ao ouvir isso todos saíram correndo.

Fonte: Amino

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Bola de meia, bola de gude

Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão

Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão

E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade alegria e amor
Pois não posso
Não devo
Não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal

Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem pra me dar a mão

O Dia das Crianças é comemorado anualmente em 12 de outubro no Brasil.
Para homenagear este dia, escolhi este lindo poema de Milton Nascimento.

“Ser criança é sorrir sem medo, agir sem preconceito e procurar ser feliz em qualquer idade”.

 

Mitos da vovó

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Imagem: pngtree

Quando éramos crianças, ouvimos muitas vezes algumas histórias contadas por nossas avós e que sempre achamos que fosse verdade.

Eis alguns mitos e verdades da vovó.

Água com açúcar acalma os nervos

O açúcar provoca a liberação de serotonina, o que dá uma sensação de bem-estar, mas isso não age instantaneamente. Prefira um chá calmante como o de camomila ou um suco de maracujá.

Manga com leite faz mal à saúde

Segundo a nutricionista Anita Sachs, da Universidade Federal de São Paulo  (Unifesp), isso vem da época do Brasil colonial, quando o leite era um produto mais raro e caro. Para que os escravos não consumissem o líquido tão precioso, os ricos da época, muitos deles donos de engenhos, espalharam o boato e, assim restavam somente as mangas para serem comidas, já que elas estavam disponíveis facilmente nas muitas mangueiras da época.

Soprar o machucado alivia a dor

Na melhor das intenções vovó soprava o machucado da netinha ou do netinho porque seria uma forma de aliviar a dor depois daquele tombo no parquinho. Carinho é sempre gostoso, claro, mas além de não funcionar para aliviar a dor, o sopro ainda vai jogar bactérias da boca para dentro do ferimento, aumentando o risco de uma infecção.

Se engolir chiclete, ele gruda no estômago

Um dos ingredientes do chiclete é uma base de goma usada também na fabricação de pneus. É justamente esse ingrediente que o organismo tem mais dificuldade de processar e, depois, eliminar. Mas isso não significa que ele ficará anos grudado no seu estômago ou até no coração (!) como dizem algumas lendas. Uma hora ele encontrará o caminho de saída. Mas se podemos evitar, pra que engolir o chiclete, né? Melhor mesmo é jogar fora quando não quiser mais mascar.

Bolo quente dá dor de barriga

Outra história sem pé nem cabeça, dizem os médicos. Ora, quando a comida passa pelo esôfago, o corpo já se adapta à sua temperatura. O restante do aparelho digestivo não nota se um alimento está quente ou frio. O que pode causar algum mal-estar é a quantidade ingerida ou algum ingrediente.

Plantas no quarto acabam com o oxigênio à noite

Os mais velhos costumam dizer que plantas “roubam” o oxigênio de noite e quem estiver no quarto pode acabar sufocado. À revista “Superinteressante”, o botânico Gilberto Kerbauy, professor da USP, deu a sentença definitiva sobre o assunto: “Se fosse verdade, não haveria um índio na Amazônia”. As plantas usam oxigênio de noite, mas a quantidade é pequena, menor do que a usada por aquele cachorro ou gato que também dorme no quarto de tanta gente.

E as verdades?

Não vamos ser tão severos com nossas vovós. Eis dois exemplos clássicos de frases certeiras que elas gostam de repetir :

Não estoure essa bolha

O certo é deixar o bolsão de água sumir naturalmente. Se você fizer questão de furá-lo, lembre-se de usar uma agulha esterilizada para não provocar uma infecção no local.

A mulher para de crescer depois que menstrua

Quando a menina menstrua, os homônios sexuais já estão circulando pelo seu organismo. Com essas substâncias trabalhando, o ritmo do desenvolvimento corporal diminui. A garota deve ainda subir, no máximo, 5 centímetros.

Fonte: SAÚDE : Por André Biemath
INCRÍVEL

 

 


Abraçar é dizer com as mãos o que a boca não consegue. Porque nem sempre existe palavra para dizer tudo.
Quintana

Brasileiro, onde está a tua Pátria ?

 

                        Poema de Ronald de Carvalho para o dia 7 de setembro

Recôncavo

Tua Pátria não está somente no torrão em que nasceste!
tua Pátria não se levanta num simples relevo geográfico.
O solo em que pisas,
as águas em que te refletes,
o céu que te alumia,
as árvores que te dão vozes, fruto e sombras,
as fontes que te dessedentam,
o ar que respiras,
recebeste, em partilha, com todos os homens sobre a terra.
Tua pátria não é um acidente geográfico!

Brasileiro,
se te perguntarem: Onde está a tua Pátria?
responde:
— Minha Pátria está na geografia ideal que os meus
Grandes Mortos me gravaram no coração;
no sangue com que temperaram a minha energia;
na essência misteriosa que transfundiram no meu caráter;
na herança de sacrifícios que me transmitiram;
na herança cunhada a fogo;
no ferro, no bronze, no aço das Bandeiras, dos Guararapes, das Minas da Inconfidência, da Confederação do Equador, do Ipiranga e do Paraguai.

Minha Pátria está na consciência que tenho de sua grandeza moral e nessa lição de ternura humana que a sua imensidade me oferece, como um símbolo perene da tolerância desmedida e infinita generosidade.

Minha Pátria está em ti, Minha Mãe! No orgulho comovido com que arrancaste das entranhas do meu ser a mais bela das palavras, o nome supremo: — BRASIL!

Imagem: Recôncavo.jpg

Escritora Negra

 

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Conceição Evaristo, uma das maiores escritoras nacionais afro-brasileiras, nasceu em uma comunidade da zona sul de Belo Horizonte. É mestra em Literatura Brasileira pela PUC-Rio, é doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense.
Membro da Academia Brasileira de Letras ocupou a cadeira número 7, originalmente ocupada por Castro Alves. Nas suas obras de poesia e ficção é notória a valorização da cultura negra e a análise do panorama social brasileiro.
Fonte: Cultura Genial, Wikipédia a enciclopédia livre
Imagem: escolaeducacao.com.br

Conceição Evaristo – Vozes Mulheres

A voz de minha bisavó
ecoou criança
nos porões do navio
ecoou lamentos
de uma infância perdida

A voz de minha avó
ecoou obediência
Aos brancos-donos de tudo.

A voz de minha mãe
ecoou baixinho revolta
no fundo das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
rumo à favela

A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue
e
fome.

A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
as vozes mudas caladas
engasgadas nas gargantas.

A voz de minha filha
recolhe em si
a fala e o ato
O ontem- o hoje – o agora.
Na voz de minha filha
se fará ouvir a ressonância
O eco da vida-liberdade.

(Poemas de recordação e outros movimentos, p. 10-11)