14 de fevereiro está chegando. É considerado a festa dos namorados em muitos países. Os casais aproveitam para trocar palavras doces e presentes como prova de amor, bem como rosas vermelhas que são o emblema da paixão. O NOVO RUMO comemora esse dia com um poema.

A eterna canção

Rosemonde Gérard
1871-1933

Quando fores velho e eu velha,
Quando meus cabelos loiros forem brancos
No mês de maio, no jardim ensolarado,
Iremos aquecer os nossos velhos membros trêmulos.
Como o renascimento celebrará os nossos corações,
Ainda nos consideraremos jovens amantes,
E eu sorrirei para ti enquanto balançarei a cabeça,
E faremos um lindo casal de velhos.
Olharemos um para o outro, sentados sob a nossa treliça,
Com olhinhos ternos e brilhantes,
Quando fores velho e eu velha,
Quando meu cabelo loiro for branco.

No nosso banco amigo, todo verde de musgo,
No banco do passado voltaremos a conversar,
Teremos uma alegria terna e muito doce,
A frase sempre terminando com um beijo.
Quantas vezes no passado fui capaz de dizer “eu te amo»?
Portanto, com muito cuidado, iremos contá-lo.
Vamos nos lembrar de mil coisas, até
Pequenas coisas requintadas que vamos divagar.
Um raio descerá, com uma carícia suave,
Entre nossos cabelos brancos, todo rosa, se acomodará,
Quando em nosso antigo banco todo verde de musgo
No banco de outrora voltaremos a conversar.

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