Hoje a Solenidade de Corpus Christi !

Corpus Christi é uma data comemorativa que faz parte do calendário católico em homenagem ao sacramento da eucaristia. A comemoração foi instituída pela Igreja no século XIII.
Aqui no Brasil a data é celebrada com um feriado, sempre em uma quinta-feira. No dia de Corpus Christi, celebra-se um dos princípios mais importantes do catolicismo: o sacramento da eucaristia.

Esse sacramento do catolicismo é realizado como uma forma de relembrar a morte e ressurreição de Jesus Cristo. Nesse sacramento, o pão que é consumido representa o corpo de Cristo, e o vinho ingerido simboliza o sangue de Cristo.

A realização da eucaristia é uma referência à Última Ceia, realizada por Cristo com seus discípulos durante a Semana Santa, e à ordem de Cristo (conforme a simbologia citada) de consumir o pão e o vinho em sua memória. Ainda dentro da teologia católica, acredita-se que na eucaristia ocorre algo conhecido como transubstanciação, no qual os elementos (hóstia e vinho), após serem consagrados, transformam-se, em essência, na carne e no sangue de Cristo.

A comemoração de Corpus Christi ocorre exatamente 60 dias após a Páscoa. A data é celebrada obrigatoriamente em uma quinta-feira. Isso acontece como uma simbologia pelo fato de que a Última Ceia ocorreu em uma quinta-feira, segundo a tradição. Outro marco importante para o estabelecimento da data é o Domingo da Santíssima Trindade. Na quinta seguinte ao Domingo da Santíssima Trindade, é comemorado Corpus Christi.

A comemoração de Corpus Christi faz parte do calendário tanto da Igreja Católica como de algumas igrejas anglicanas. A data não é comemorada por cristãos ortodoxos nem pelos protestantes. No Brasil, em decorrência da grande tradição católica, a comemoração da data é acompanhada por algumas práticas que foram consolidadas aqui a partir da influência dos portugueses.

Uma tradição típica de Corpus Christi no Brasil trazida pelos portugueses é a atividade de produzir tapetes. Os tapetes de Corpus Christi são uma prática comum em muitas partes do país, representando símbolos e cenas importantes da fé católica. Os tapetes são confeccionados a partir de vários produtos, como serragem, borra de café, areia etc.

A origem da comemoração dessa data remonta ao século XIII, oficialmente em 1264, durante o pontificado de papa Urbano IV (papa da Igreja de 1261 a 1264) resultado da influência dos relatos de Juliana de Mont Cornillon, uma freira belga que nasceu nas proximidades da cidade de Liège, em 1193.

Os relatos sobre Juliana de Mont Cornillon indicam que ela dizia ter, durante anos, visões e sonhos que traziam uma mensagem divina acerca da importância de se criar uma festa que comemorasse de maneira apropriada o sacramento da eucaristia. Esses relatos influenciaram inicialmente Roberto de Thourotte, bispo da diocese de Liège, que autorizou a realização de uma comemoração para 1247.

O bispo de Thourotte nunca chegou, de fato, a presenciar a comemoração ser realizada, pois acabou falecendo antes disso. No entanto, os relatos de Juliana impactaram outra pessoa em Liége: o arcediago Jacques Pantaleon. Esse arcediago nasceu em Troyes, na França, e em 1261 seria entronizado papa sob o nome de Urbano IV, que, conforme mencionamos, foi o responsável por oficializar a criação dessa celebração.

Além dos relatos de Juliana de Mont Cornillon, outro acontecimento narrado sensibilizou o papa a criar Corpus Christi. Os relatos afirmam que, em 1264, um sacerdote da Boêmia chamado Pedro de Praga foi a Roma para se encontrar com Urbano IV. Durante seu retorno à Boêmia, Pedro de Praga deteve-se em Bolsena e lá realizou o sacramento da eucaristia. Durante o sacramento, conta-se que sangue começou a verter da hóstia consagrada.

Esse suposto milagre ficou conhecido como Milagre de Bolsena, e seu relato rapidamente se espalhou, alcançando o próprio papa, que, pouco tempo depois, oficializou a criação de Corpus Christi. Aos poucos, a festa difundiu-se por outras localidades da Europa. Corpus Christi teve sua importância ratificada durante o século XIV, e práticas comuns à festa foram criadas com o passar do tempo.

Por Daniel Neves
Graduado em História

 

 

Dia das Mães

Quando ela não está mais aqui.

Domingo, 12 de maio, é o Dia das Mães. Que Feliz Dia para partilhar com sua mãe! Quero dedicar estas palavras àquela que cuidou de mim, uma mãe de ouro cujo coração era ternura e generosidade. Hoje não é mais deste mundo, porém sua partida nunca apagará a lembrança dos dias felizes. Sinto sua falta! Descansa em paz em um mundo feito de felicidade.
Feliz Dia das Mães onde estiver, mamãe!

Para todas as mães, incluindo aquelas que nos deixaram.

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Feliz Páscoa!

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A Páscoa se aproxima. E se a gente procurasse viver a Páscoa e não somente celebrá-la?

Viver a Páscoa é… É ser capaz de mudar,
É partilhar a vida na esperança,
É lutar para vencer toda sorte de sofrimento,
É dizer sim ao amor e à vida
É investir na fraternidade,
É lutar por um mundo melhor,
É ajudar mais gente a ser gente,
É viver em constante libertação,
É crer na vida que vence a morte.
(Desconhecido)

Há esperança na Páscoa, a esperança de que nada é impossível. Desejo a todos felizes celebrações nesta ocasião festiva. Que milhares de alegrias penetrem em seu coração desde os primeiros momentos desse dia maravilhoso e continuem ao longo do ano. Feliz Páscoa a todos!

 

 

 

 

Carnaval: celebrar a alegria de viver,apesar dos pesares por Leonardo Boff

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O Brasil tá vivendo uma das fases mais tristes e até macabras de sua história. Foi desmascarada a lógica da corrupção, presente em toda a nossa história, como parte de um Estado patrimonialista (colonialista, escravagista, elitista e antipopular) e sequestrado durante séculos pelas oligarquias do ser, do ter, do saber, do dominar e do manipular a opinião pública. Por todo esse tempo, grassou a corrupção e não apenas, como se atribuiu, nos últimos anos, quase que exclusivamente ao PT (é verdade, que suas cúpulas foram contaminadas), feito bode expiatório como forma de ocultar a corrupção dos privilegiados de sempre.

Surgiu um novo “Collor”(“caça aos marajás”), o “mito”, Jair Bolsonaro, (“exterminar a corrupção” e ” o comunismo”). Foram suficientes um pouco mais de dois meses de mandato para se identificar a corrupção também em suas próprias hostes, até em sua família. Muitos acreditaram ingenuamente na profusão de fake news e slogans de viés nazista: “Brasil acima de tudo”(“Deutchland über alles, lema de Hitler) e “Deus acima de todos”. Qual Deus? Aquele dos neopentecostais que promove a prosperidade material mas é surdo à nefasta injustiça social e que dá muito dinheiro a seus pastores, verdadeiros lobos a tosquiar as ovelhas? Não é o Deus do Jesus pobre e amigos dos pobres, de quem falava Fernando Pessoa “que não entendia nada de contabilidade e que não consta que tinha uma biblioteca”. Era pobre mesmo que perambulava por todos os lugares anunciando “uma grande alegria para todo o povo” como relatam os evangelhos.

Dentro deste quadro sinistro se festeja o carnaval. Não poderia deixar de ser, pois é um dos pontos altos da vida de milhões de brasileiros. A festa faz esquecer as decepções e dá espaço às muitas raivas afogadas na garganta (como milhares em São Paulo, gritando indecentemente ‘B.vá tomar no c`). A festa, por um momento, suspende o terrível cotidiano e o tempo tedioso dos relógios. É como se, por um lapso de tempo, participássemos da eternidade, pois na festa se suspende o tempo dos relógios.

Pertence à festa o excesso, a ruptura das normas convencionais e das formalidades sociais. Lógico, tudo o que é sadio pode ficar doentio, como o caráter orgiástico de algumas expressões carnavalescas. Mas não é esta a característica própria do carnaval.

A festa é um fenômeno da riqueza. Aqui riqueza não significa possuir dinheiro. A riqueza da festa é a riqueza da razão cordial, da alegria, de mostrar um sonho de fraternidade ilimitada, gente da favela com gente da cidade organizada, todos fantasiados: crianças, jovens, adultos, homens e mulheres e idosos dançando, cantando, comendo e bebendo juntos. A festa é a exaltação de que podemos ser alegres e felizes, apesar dos pesares.

Se bem refletirmos, a alegria do carnaval é uma expressão de amor que é mais que empatia. Quem não ama nada ou ninguém, não pode se alegrar, mesmo que angustiadamente suspire pelo amor. Um teólogo da Igreja Ortodoxa, do século V da era cristã, São João Crisóstomo (de quem o Card. Dom Paulo Evaristo Arns era um grande entusiasta e leitor) escreveu bem:”ubi caritas gaudet, ibi est festivitas”; “onde o amor se alegra, ai se encontra a festividade”.

Agora uma pitada de reflexão: o tema da festa comparece como um fenômeno que tem desafiado grandes nomes do pensamento como R. Caillois, J. Pieper, H. Cox, J. Motmann e o próprio F. Nietzsche. É que a festa revela o que há ainda de inocente e mítico em nós no meio da maturidade e da predominância da fria razão instrumental-analítica que rege nossas sociedades.

A festa reconcilia todas as coisas e nos devolve a saudade do paraíso das delícias, que nunca se perdeu totalmente. Platão sentenciava com razão:”os deuses fizeram as festas para que os homens pudessem respirar um pouco”. A festa não é só um dia que os homens fizeram mas também “um dia que o Senhor fez” como diz o Salmo 117,24. Efetivamente, se a vida é uma caminhada onerosa, precisamos, às vezes, de parar para respirar e, renovados, seguir adiante com alegria e coragem no coração

Donde brota a alegria da festa? Foi Nietzsche quem encontrou sua melhor formulação: ”para alegrar-se de alguma coisa, precisa-se dizer a todas as coisas: “sejam benvindas”. Portanto, para podermos festejar de verdade precisamos afirmar positividade de todas coisas. Continua Nietzsche:”Se pudermos dizer sim a um único momento então teremos dito sim não só a nós mesmos mas à totalidade da existência” ”(Der Wille zur Macht, livro IV: Zucht und Züchtigung n.102).

Esse sim subjaz às nossas decisões cotidianas,ao nosso trabalho, à preocupação pela família, ao emprego ameaçado agora pelas novas leis regressivas do atual governo, ao tipo de aposentadoria que nos é apresentada, prejudicando os idosos e os camponeses, à convivência com amigos e colegas. A festa é o tempo forte no qual o sentido secreto da vida é vivido mesmo inconscientemente. Da festa saímos mais fortes para enfrentar as exigências da vida, para a maioria, sempre lutada e levada na marra.

Temos boas razões para festejar nesse carnaval de 2019 para, por um momento,deixar de lembrar as agruras políticas e sociais que nos angustiam. Tiremos da cabeça, o atual governo ainda sem rumo e com ministros que nos envergonham e com políticos que representam mais os grupos que os elegeram que os reais interesses do povo. Apesar disso tudo, a alegria há de predominar. É ela que nos faz resistir e esperar contra toda a esperança. Dias melhores virão.

Leonardo Boff é filosofo, teólogo e escritor e escreveu :Virtudes por um outro mundo possível, 3 Vozes 2005

DIA DAS MÃES

Amanhã, 13 de maio de 2018, é o dia dedicado às Mães. Para marcar esse dia, escolhi este lindo texto que compartilhei de minha amiga Anabela de Araújo com tão linda ilustração!

 

“Os filhos são parte de nós. São a parte que não parte. São a melhor parte.
Os filhos são o coração fora do peito. O coração nas mãos. São a parte que nunca colocamos de parte. Nunca. São a parte e o todo. Sempre.
Os filhos nunca partem, mesmo que vão morar para longe. Nenhuma distância é maior do que o amor.
Os filhos são a nossa metade e meia. São a nossa entrega por inteiro.
Os filhos são o nosso pensamento. O primeiro e o último.
Os filhos são a nossa raiz e a nossa semente. São a vida depois da vida.
Os filhos são a nossa vida. Não podemos impedir que sofram e esse é o nosso maior sofrimento. Sofreríamos a sua dor mil vezes para que nem uma se atravessasse no seu caminho. Dá-los-íamos à luz mil vezes para que nenhuma sombra se atrevesse a tapar-lhes o caminho.
Os filhos são a nossa vida e damos a nossa vida por eles.”

Uma mãe

Ilustração: @rte de Steve Hanks*


 

FELIZ DIA DAS MÃES

MÃE

A palavra mais suave que os lábios humanos possam pronunciar é a palavra Mãe.
A mais bela invocação: “Mamãe”!
Uma palavra ao mesmo tempo pequena e imensa, cheia de esperança, de amor e de ternura.
A Mãe é tudo nesta vida: consolo na aflição, luz na desesperança, força na derrota.
É a fonte da piedade e da compaixão.
Quem perde sua mãe perde um peito onde reclinar a cabeça, e uma mão que o abençoa, e um olho que o protege.

Gibran Khalil Gibran

Imagem : Pixabay

CARNAVAL

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O carnaval está chegando. São dias de festa, bastante folia e alegria. Não tem data fixa sendo comemorado, geralmente, em fevereiro ou início de março. O precursor é o Entrudo, brincadeira que veio de Portugal consistindo em jogar uns aos outros farinha, água…

A data do Carnaval é calculada de acordo com o Dia de Páscoa e mais exatamente 47 dias antes. Este ano, a terça-feira de carnaval vai ser no dia 28 de fevereiro, acabando o carnaval, como sempre, na quarta-feira de cinzas.

Algumas pessoas pensam que o Carnaval tem lugar somente nas grandes  cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Salvador…, mas  as pequenas  cidades também contam a sua história por meio de samba enredo. Toda cidade no Nordeste tem seus festejos carnavalescos com muita animação e o desfile das escolas de samba de São Luís é tão antigo quanto o do Rio de Janeiro.

Brasileiros, que a magia do carnaval encante a todos!

Imagem : Chez Frizou