13 de Maio de 1888 – Abolição da escravatura

Um poema de Castro Alves conhecido como o Poeta dos Escravos, em função de suas poesias de cunho abolicionista.

    Canção do africano

Lá na úmida senzala,
Sentado na estreita sala,
Junto ao braseiro, no chão,
Entoa o escravo o seu canto,
E ao cantar correm-lhe em pranto
Saudades do seu torrão ...

De um lado, uma negra escrava
Os   olhos no filho crava,
Que tem no colo a embalar...
E à meia voz lá responde
Ao canto, e o filhinho esconde,
Talvez pra não o escutar!

Minha terra é lá bem longe,
Das bandas de onde o sol vem;
Esta terra é mais bonita,
Mas à outra eu quero bem!




8 de Março – Dia Internacional da Mulher

Sempre que chega próximo ao Dia Internacional da Mulher, procuro fugir  do discurso de vitimização que a data invoca.

Não que estejamos com a vida ganha, mas creio que as mulheres já mostraram a que vieram e as dificuldades pelas quais passamos não são privilégios nosso: injustiça  e  violência são para todos.

Prefiro aproveitar a data, esse ano, para fazer um brinde à nossa importância não para a sociedade e nem para a família, mas umas para as outras. Assistindo ao delicado filme “Caramelo”, tive a sensação boa de confirmar que o tempo passa, os filhos crescem, os corações se partem, mas amigas ficam.

Como todos os filmes que abordam a amizade e a solidão intrínseca de toda mulher, Caramelo nos consola valorizando o que temos de melhor: a nossa paixão, a nossa bravura e o bom humor permanente, mesmo diante de tristezas profundas.

Precisamos de mulheres à nossa volta. Amigas, filhas, avós, netas, irmãs, cunhadas, tias, primas. Somos mais chatas do que os homens, porém, entre uma chatice e outra, somos extremamente solidárias e companheiras de farras e roubadas. Competitivas? Talvez, mas isso não  corrompe em nada a nossa predisposição para o afeto, o nosso abraço na hora da dor.

Aprendemos a compartilhar nossas virtudes e pecados e temos uma capacidade infinita para o perdão. Somos meigas e enérgicas ao mesmo tempo, o que perturba e fascina os que nos rodeiam.

Brigamos muito, é verdade: temos unhas compridas não por acaso.

Em compensação, nascemos com o dom de detecção do sagrado nas pequenas coisas, e é por isso que uma amizade iniciada na escola pode completar bodas de ouro e uma empatia inesperada pode estimular confidências nunca feitas. Amamos os homens, mas casadas, mesmo, somos umas com as outras.

Martha Medeiros

14 de Fevereiro – Dia dos namorados

O amor está no ar !

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A história do Dia de São Valentim, ou Saint Valentinus que é um santo católico que dá nome ao Dia dos Namorados em muitos países, onde celebram o Dia de São Valentim.

Durante o governo do imperador Claudius II, este proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objetivo de formar um grande e poderoso exército. Claudius acreditava que os jovens se não tivessem família, alistariam com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentine e as cerimónias eram realizadas em segredo.

A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem cega: Asterius, filha do carcereiro a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentine.

Os dois apaixonaram-se e milagrosamente recuperou a visão. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: de seu Valentine, expressão ainda hoje utilizada. Valentine foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270 d.C.

Alguns crêem que é uma festa cristianizada do paganismo, já que na antiga Roma se realizava a adoração do deus do amor cujo nome era Eros, a quem muitos passaram a chamar de Cupido.

Fonte: Portal São Francisco

Para celebrar Saint-Valentin no próximo 14 de Fevereiro

Amo e Quero Ser Amado…Oriza Martins

Conhecer-te foi um fascinante passo
Em direção ao sentido da vida, 
Foi ganhar da Providência, num abraço,
Um portal de amor, uma guarida.

Agradeç-te pelo doce encantamento
De aquecer as minhas noites frias,
Pelas emoções, felicidade e alento
Que despertas ao longo dos meus dias...

Eu te amo de um amor sem egoismo,
Sem exigências fatais e sem censura, 
De uma doação embasada em altruismo,
Amor em sua acepção mais pura...

Que amor de verdade é uma troca
Espontânea para um coração apaixonado
Um amor que liberta não escraviza, 
Ao ser amado respeita e valoriza...
E assim como amo...
...Também quero ser amado.



Dia da enfermagem

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12 de maio, comemora-se o Dia Mundial da Enfermagem, mas você sabe o porquê? Acontece que é o aniversário de 200 anos da britânica Florence Nightingale, considerada pelo mundo inteiro como a mãe dessa profissão tão digna de honra (principalmente em um período como este que estamos vivendo atualmente). (Portal São Francisco)

A enfermagem contribui na qualidade da assistência ao paciente, promovendo sua recuperação em todos os âmbitos do cuidado. Além do bem-estar físico, oferece um atendimento humanizado através do diálogo e interação com o paciente. O vínculo humano é a base na qual o paciente se sente seguro para expor necessidades pessoais, falar de suas dores e buscar apoio neste profissional. (Sanata Casa de Misericordia. S. P.)

Obrigada aos infermeiros e infermeiras pelo trabalho excepcional, pelo senso do dever, assiduidade e determinação neste tempo de pandemia.

Dia Internacional da Mulher

Mulheres que fizeram a História do Brasil

A história do Brasil está cheia de mulheres importantes e incríveis que marcaram sua época. São índias, brancas, negras, mulatas cheias de garra que fizeram a diferença na paz e na guerra.

Confira abaixo 04 mulheres extraordinárias:

Paraguaçu (1495-1583)
India Tupinambá

Paraguaçu era uma índia da tribo dos tupinambás, filha do cacique Taparica que deu nome à ilha de Itaparica. Sua vida mudou depois que conheceu o português Diogo Álvares Correia, o Caramuru.

Em 1528, o casal ruma para a França, onde ela recebe o batismo na igreja de Saint-Malo. Convertida ao catolicismo adotaria o nome de Catarina do Brasil ou Catarina des Granges. O casal também contraiu matrimônio nesta cidade francesa e teriam quatro filhas.

Paraguaçu ajudou ao marido na tarefa de fundar Salvador, abriu igrejas e protegeu conventos. Faleceu em 1583 e legou todos seus bens aos beneditinos. Os restos mortais de Paraguaçu estão na Igreja e Abadia de Nossa Senhora da Graça, em Salvador.

Chica da Silva (1732-1796)
Escrava alforriada

Francisca, nasceu em 1732, no Arraial do Tijuco, hoje Diamantina (MG). Nascida de mãe escrava e um militar português, que as abandonaram e não lhes concedeu alforria. Posteriormente, foi escrava de um médico e com ele teve um filho.

Porém, o contratador João Fernandes (responsável pela compra e venda dos diamantes), compra Chica da Silva e os dois se apaixonam. Para escândalo da sociedade, passam a viver juntos e a liberta. Ambos teriam 13 filhos que foram reconhecidos pelo pai, algo raro na época.

Chica da Silva tornou-se uma senhora poderosa e rica, mas não foi totalmente aceita pela sociedade e jamais pôde entrar em certas igrejas e casas.

Igualmente, teve escravos e se vestia de maneira elegante, usando joias e perucas, para exibir sua riqueza.

João Fernandes voltou para Portugal em 1770 levando consigo seus filhos homens enquanto as mulheres ficaram sob os cuidados da mãe. Morreria nove anos depois sem nunca ter reavisto a companheira.

Por sua parte, Chica da Silva administrou os bens de João Fernandes e assim, garantiu bons casamentos para algumas de suas filhas.

Enedina Alves Marques ( 1913-1981 )
Engenheira civil

Se ainda causa estranheza uma mulher seguir a carreira de engenharia, imagine na década de 40. Enedina Alves Marques, nascida em Curitiba, foi professora de matemática. Ingressou na Universidade Federal do Paraná em 1940 e teve que conciliar o trabalho e o estudo.

Foi a primeira negra no Brasil a se formar como engenheira e a primeira a concluir o curso na universidade paranaense.

Seus esforços foram recompensados, pois quando terminou o curso, trabalhou no Departamento Estadual de Águas e Energia Elétrica do Paraná. Igualmente, integrou a equipe de engenheiros que atuou na construção da usina hidrelétrica Capivari-Cachoeira (PR).

Também foi a responsável pela construção da Casa do Estudante Universitário do Paraná e o Colégio Estadual do Paraná, ambos em Curitiba.

Atualmente, o nome de Enedina Alves Marques batiza o Instituto de Mulheres Negras, de Maringá (PR).

Maria Ester Bueno (1939-2018)
Tenista

Maria Esther Bueno nasceu em São Paulo e começou a praticar o tênis muito jovem no Clube Tietê. Chamava atenção pelo seu estilo elegante e foi conquistando vitórias no circuito mundial do tênis como Wimbledon e o US Open.

Detém 71 títulos mundiais simples e foi a n.º 1 do mundo em 1959, 1964 e 1966. Igualmente, é a única tenista brasileira que tem seu nome no Salão da Fama Internacional do Tênis, homenagem que recebeu em 1978.

Também se destacou no torneio de duplas e conquistou uma medalha de ouro individual e duas de prata em dupla, nos Jogos Pan-Americanos de São Paulo, em 1963.

Esther Bueno abandonou as quadras na década de 70 e se tornou comentarista esportiva em TV’s por assinatura. O mais recente reconhecimento à sua carreira foi batizar a quadra central do Centro de Tênis Olímpico, no Rio de Janeiro.

Mulheres que fizeram a História do Brasil
Juliana Bezerra
Professora de História

Saint-Valentin

14 de fevereiro está chegando. É considerado a festa dos namorados em muitos países. Os casais aproveitam para trocar palavras doces e presentes como prova de amor, bem como rosas vermelhas que são o emblema da paixão. O NOVO RUMO comemora esse dia com um poema.

A eterna canção

Rosemonde Gérard
1871-1933

Quando fores velho e eu velha,
Quando meus cabelos loiros forem brancos
No mês de maio, no jardim ensolarado,
Iremos aquecer os nossos velhos membros trêmulos.
Como o renascimento celebrará os nossos corações,
Ainda nos consideraremos jovens amantes,
E eu sorrirei para ti enquanto balançarei a cabeça,
E faremos um lindo casal de velhos.
Olharemos um para o outro, sentados sob a nossa treliça,
Com olhinhos ternos e brilhantes,
Quando fores velho e eu velha,
Quando meu cabelo loiro for branco.

No nosso banco amigo, todo verde de musgo,
No banco do passado voltaremos a conversar,
Teremos uma alegria terna e muito doce,
A frase sempre terminando com um beijo.
Quantas vezes no passado fui capaz de dizer “eu te amo»?
Portanto, com muito cuidado, iremos contá-lo.
Vamos nos lembrar de mil coisas, até
Pequenas coisas requintadas que vamos divagar.
Um raio descerá, com uma carícia suave,
Entre nossos cabelos brancos, todo rosa, se acomodará,
Quando em nosso antigo banco todo verde de musgo
No banco de outrora voltaremos a conversar.

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O Riso

18 de janeiro é o dia internacional do riso.

Entre os seres humanos , sorrir é uma expressão que denota prazer , sociabilidade , felicidade , alegria ou diversão . É distinto de uma expressão de ansiedade semelhante, mas geralmente involuntária, conhecida como uma careta.

Entre os sinais emocionais, o sorriso é o mais contagioso, e o ato de sorrir incentiva sentimentos positivos.

Crianças 7-10 anos riem cerca de 300 vezes por dia, enquanto os adultos ainda menos do que 80 vezes ao dia. Há pessoas que raramente riem, e até mesmo algumas pessoas que não sentem a necessidade de rir. Muitas pessoas conhecem os efeitos bons e benéficos do riso sobre a saúde e o bem-estar.

Outros efeitos benéficos do riso são:

• Ele ajuda a acalmar a raiva.

• Contribui para uma mudança de atitude de espírito que favorece a redução de doenças.

• Ajuda a digestão, aumentando as contrações de todos os músculos abdominais.

• Facilita a evacuação devido a “massagem” que ocorre no vísceras.

• Aumenta a frequência cardíaca e pulso e, estimulando a liberação de hormônios ” endorfinas “, permitindo-lhes realizar uma de suas importantes funções, tais como manter a elasticidade das artérias coronárias .

• Reduz a presença de colesterol no sangue como equivalente ao exercício aeróbico.

• Ajuda a reduzir a glicose no sangue.

Fonte: en.wikipedia.org/es.wikipedia

Dia da vovó

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Imagem: Internet isenta de direitos

Comemora-se o Dia dos Avós em 26 de Julho, e esse dia foi escolhido para a comemoração porque é o dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo.

Conta a história que Ana e seu marido, Joaquim, viviam em Nazaré e não tinham filhos, mas sempre rezavam pedindo que o Senhor lhes enviasse uma criança.

Apesar da idade avançada do casal, um anjo do Senhor apareceu e comunicou que Ana estava grávida, e eles tiveram a graça de ter uma menina abençoada a quem batizaram de Maria.

Santa Ana morreu quando a menina tinha apenas 3 anos. Devido a sua história, Santa Ana é considerada a padroeira das mulheres grávidas e dos que desejam ter filhos.

Maria cresceu conhecendo e amando a Deus e foi por Ele a escolhida, para ser Mãe de Seu Filho.

São Joaquim e Santa Ana são os padroeiros dos avós.
Via Portal São Francisco

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Loryanne

Eu também sou avó. Loryanne, minha netinha querida, é para mim um amor novo, profundo que enche meu coração de felicidade. Eu já a amava muito quando estava a caminho e agora que está com 7 anos, continuo a amá-la sem medida.

Sinto-me realmente feliz tê-la ao meu lado quando vem me visitar. Sentia falta da presença, do abraço, do carinho, pois as visitas cessaram devido ao covid-19. Felizmente, com a entrada em vigor para reuniões internas, foi um imenso prazer tê-la novamente de volta à esta casa, mas respeitando as distâncias.

A minha maior alegria é vê-la com saúde, acompanhar seu crescimento, dar-lhe o meu amor.

 

 

 

 

Dia das Mães em confinamento

Como muitas coisas neste tempo difícil que estamos vivendo, as festividades do Dia das Mães vão ser alteradas. Alguns infelizmente estarão separados de sua querida mãe no próximo dia 10 de maio, devido o isolamento social por causa de coronavírus. Felizmente, o confinamento não afeta a internet e assim todas podem receber bom número de mensagem via redes sociais. Parabéns para todas as mães do mundo pelo seu amor incondicional !