O SENADO BRASILEIRO DESTITUIU DILMA ROUSSEFF

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BRASILIA (Reuters) – Le Sénat brésilien s’est prononcé mercredi en faveur de la destitution de Rousseff, qui n’a pas renoncé à se battre pour conserver son poste.

O Senado brasileiro votou quarta-feira em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, que não tinha desistido de lutar para manter seu cargo.

EL PAÍS :

O afastamento definitivo de Dilma Rousseff da Presidência da República é sem dúvida o capítulo mais vergonhoso da história política brasileira. Acusada de praticar uma manobra contábil, as chamadas “pedaladas fiscais”, contra ela não foram levantadas quaisquer suspeitas de enriquecimento ilícito ou aproveitamento do cargo em benefício próprio, ainda que sua vida, privada e pública, tenha sido vasculhada com lupa por seus adversários. Se ela cometeu crime de responsabilidade, também o fizeram e deveriam perder o cargo 16 dos 27 atuais governadores, que usaram o mesmo artifício para fechar as contas em seus estados.

Com uma coragem e altivez poucas vezes vistas na política brasileira, a presidente Dilma Rousseff enfrentou 14 horas de interrogatório nas dependências do Senado. Inutilmente, ela sabia, porque o resultado daquela farsa já havia sido decidido muito antes, nos bastidores, envolvendo as mais inconfessáveis negociações. Sentada em frente ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski, Dilma não enfrentava somente o rancor da elite contrariada, mas também todos os preconceitos existentes contra as mulheres, principalmente aquelas que não aceitam submeter-se ao poder patriarcal.

Blindada por uma força extraordinária, Dilma ousava afirmar que, como ser humano passível de equívocos, errou algumas vezes durante o exercício de seu mandato. Assentada em utopias, Dilma ousava afirmar que continua acreditando na luta por um Brasil mais justo. Somos medíocres, não atrevemos sonhar; somos hipócritas, não admitimos assumir nossas falhas. Cassar arbitrariamente o mandato da presidente Dilma Rousseff significou um ato de cinismo covarde contra o desejo manifestado nas urnas por 54.501.118 brasileiros. A isso se chama golpe de estado.

LE MONDE :

“Se esse não é um golpe de Estado, é no mínimo uma farsa. E as verdadeiras vítimas dessa tragicomédia política infelizmente são os brasileiros.”

Humberto Costa on Instagram:
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O MULHERÃO – Martha Medeiros

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Peça para um homem descrever um mulherão. Ele imediatamente vai falar no tamanho dos seios, na medida da cintura, no volume dos lábios, nas pernas, bumbum e cor dos olhos. Ou vai dizer que mulherão tem que ser loira, 1,80m, siliconada, sorriso colgate.

Mulherões, dentro desse conceito, não existem muitas: Vera Fischer, Malu Mader, Letícia Spiller, Adriane Galisteu, Lumas e Brunas.

Agora pergunte para uma mulher o que ela considera um mulherão e você vai descobrir que tem uma em cada esquina.

Mulherão é aquela que pega dois ônibus para ir para o trabalho e mais dois para voltar, e quando chega em casa encontra um tanque lotado de roupa e uma família morta de fome.

Mulherão é aquela que vai de madrugada para a fila garantir matrícula na escola e aquela aposentada que passa horas em pé na fila do banco para buscar uma pensão de 100 reais.

Mulherão é a empresária que administra dezenas de funcionários de segunda a sexta, e uma família todos os dias da semana.

Mulherão é quem volta do supermercado segurando várias sacolas depois de ter pesquisado preços e feito malabarismo com o orçamento.

Mulherão é aquela que se depila, que passa cremes, que se maquia, que faz dieta, que malha, que usa salto alto, meia-calça, ajeita o cabelo e se perfuma, mesmo sem nenhum convite para ser capa de revista.

Mulherão é quem leva os filhos na escola, busca os filhos na escola, leva os filhos na natação, busca os filhos na natação, leva os filhos para a cama, conta histórias, dá um beijo e apaga a luz.

Mulherão é aquela mãe adolescente que não dorme enquanto ele não chega, é quem de manhã bem cedo já está de pé, esquentando o leite.

Mulherão é quem leciona em troca de um salário mínimo, é quem faz serviços voluntários, é quem colhe uva, é quem opera pacientes, é quem lava roupa para fora, é quem bota a mesa, cozinha o feijão e à tarde trabalha atrás de um balcão.

Mulherão é quem cria os filhos sozinha, quem dá expediente de 8 horas e enfrenta menopausa, TPM e menstruação. Mulherão é quem arruma os armários, coloca flores nos vasos, fecha a cortina para o sol não desbotar os móveis, mantém a geladeira cheia e os cinzeiros vazios. Mulherão é quem sabe onde cada coisa está, o que cada filho sente e qual o melhor remédio para azia.

Lumas, Brunas, Carlas, Luanas e Sheilas: mulheres nota 10 no quesito lindas de morrer, mas mulherão é quem mata um leão por dia.

Fonte: Amor Contado (Renata Pereira)
Imagem: Images de Mulherão (Martha Medeiros)


O PRESENTE DE NATAL

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 Certa vez, um menino acordou em uma véspera de Natal, muito contente, pois uma data muito importante estava para chegar. Era o dia do aniversário do menino Jesus, e é lógico, o dia em que o Papai Noel vinha visitá-lo todos os anos.

Esperava ansiosamente o cair da noite, para voltar a dormir e olhar o seu pé de meia que estava frente a porta, pois não tinha árvore de Natal. Dormiu muito tarde, para ver se conseguia pegar aquele “velhinho”, mas como o sono era maior do que sua vontade, dormiu profundamente. Na manhã de Natal, observou que seu pé de meia não estava lá, e que não havia presente algum em toda a sua casa.

Seu pai desempregado, com os olhos cheios de água, observava atentamente o seu filho, e esperava tomar coragem para falar que o seu sonho não existia, e com muita dor no coração o chama:

– Meu filho, venha cá !
– Papai?
– Pois não, filho?
– O papai Noel se esqueceu de mim?
O pai abraça seu filho…
– Ele também esqueceu do senhor, papai?
– Não meu filho…o melhor presente que eu poderia ter ganho na vida está em meus braços, e fique tranquilo, pois eu sei que o papai Noel não esqueceu de você.
– Mas…todas as outras crianças vizinhas estão brincando com seus presentes…acho que ele pulou a nossa casa…
– Pulou não, meu filho…

Os dois foram caminhando sem rumo, até chegar num parque e ali passearam, brincaram e se divertiram durante o resto do dia, voltando somente no começo da noite.

Chegando em casa, já muito cansado, o menino foi para seu quarto e escreveu um bilhete para papai Noel:

“Querido Papai Noel,
Quero agradecer o presente que o senhor me deu. Desejo que todos os Natais que eu passe, faça com que meu pai esqueça seus problemas e que ele possa se distrair comigo, passando uma tarde maravilhosa como a de hoje.
Obrigado pela minha vida, pois descobri que não são brinquedos que me fazem feliz, e sim, o verdadeiro sentimento que está dentro de nós, que o senhor desperta nos Natais.
Obrigado.”

…e foi dormir…

Entrando no quarto para dar boa noite ao seu filho, o pai viu o bilhete, e a partir desse dia, não deixou que os seus problemas afetassem a felicidade dele, e começou a fazer que todo dia fosse um Natal para ambos.

Fonte do texto: Refletir Para Refletir
Imagens : All-free-dounload.com
Just Mami





 

A COR DA SAUDADE

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Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.
Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado.
Os pássaros comuns, se a porta da gaiola ficar aberta, vão-se embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades… As suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão…
Menina, eu venho das montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco do encanto que vi, como presente para ti…
E, assim, ele começava a cantar as canções e as histórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.
Outra vez voltou vermelho como o fogo, penacho dourado na cabeça.
Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. As minhas penas ficaram como aquele sol, e eu trago as canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.
E de novo começavam as histórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isto voltava sempre.
Mas chegava a hora da tristeza.
Tenho de ir dizia.
Por favor, não vás. Fico tão triste. Terei saudades. E vou chorar…— E a menina fazia beicinho…
Eu também terei saudades dizia o pássaro. — Eu também vou chorar. Mas vou contar-te um segredo: as plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios… E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera do regresso, que faz com que as minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudade. Eu deixarei de ser um pássaro encantado. E tu deixarás de me amar.
Assim, ele partiu. A menina, sozinha, chorava à noite de tristeza, imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa dessas noites que ela teve uma ideia malvada: “Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá. Será meu para sempre. Não mais terei saudades. E ficarei feliz…”
Com estes pensamentos, comprou uma linda gaiola, de prata, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera. Ele chegou finalmente, maravilhoso nas suas novas cores, com histórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu. Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola, para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.
Acordou de madrugada, com um gemido do pássaro…
Ah! menina… O que é que fizeste? Quebrou-se o encanto. As minhas penas ficarão feias e eu esquecer-me-ei das histórias… Sem a saudade, o amor ir-se-á embora…
A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas não foi isto que aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ficando diferente. Caíram as plumas e o penacho. Os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio: deixou de cantar.
Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava, pensando naquilo que havia feito ao seu amigo…
Até que não aguentou mais.
Abriu a porta da gaiola.
Podes ir, pássaro. Volta quando quiseres…
Obrigado, menina. Tenho de partir. E preciso de partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro de nós. Sempre que ficares com saudade, eu ficarei mais bonito. Sempre que eu ficar com saudade, tu ficarás mais bonita. E enfeitar-te-ás, para me esperar…
E partiu. Voou que voou, para lugares distantes. A menina contava os dias, e a cada dia que passava a saudade crescia.
Que bom pensava ela o meu pássaro está a ficar encantado de novo…
E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos, e penteava os cabelos e colocava uma flor na jarra.
Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje…
Sem que ela se apercebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado, como o pássaro. Porque ele deveria estar a voar de qualquer lado e de qualquer lado haveria de voltar. Ah!
Mundo maravilhoso, que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama…
E foi assim que ela, cada noite, ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento: “Quem sabe se ele voltará amanhã….”
E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.
Rubem Alves
Imagem : Nosso Cantinho de Reflexão

 

 

 


 

 


 

O GAROTO E A ROSA

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O estacionamento estava deserto quando me sentei para ler embaixo dos longos ramos de um velho carvalho.
Desiludido da vida, com boas razões para chorar, pois o mundo estava tentando me afundar. E se não fosse razão suficiente para arruinar o dia, um garoto ofegante  se aproximou, cansado de brincar.
Ele parou na minha frente, cabeça pendente, e disse cheio de alegria:
”Veja o que encontrei”.
Na sua mão uma flor, e que visão lamentável, pétalas caídas, pouca água, ou luz. Querendo me ver livre do garoto com sua flor, fingi pálido sorriso e me virei. Mas ao invés de recuar ele se sentou ao meu lado, levou a flor ao nariz e declarou com estranha surpresa:
-“O cheiro é ótimo, e é bonita também… Por isso a peguei; tome, é sua”.
A flor à minha frente estava morta ou quase morrendo; nada de cores vibrantes como laranja, amarelo ou vermelho, mas eu sabia que tinha que pegá-la, ou ele jamais sairia de lá.
Então me estendi para pegá-la e respondi:
– Era o que eu precisava?
Mas, ao invés de colocá-la na minha mão, ele a seguirou no ar sem qualquer razão. Somente nessa hora notei, pela primeira vez, que o garoto era cego, que não podia ver o que tinha nas mãos.
Ouvi minha voz sumir, e lágrimas despontaram ao sol enquanto lhe agradecia por escolher a melhor flor daquele jardim.
-“De nada”, ele sorriu.
E então voltou a brincar sem perceber o impacto que teve em meu dia.
Me sentei e pus-me a pensar como ele conseguiu enxergar um homem auto-piedoso sob um velho carvalho. Como ele sabia do meu sofrimento auto indulgente?
Talvez no seu coração ele tenha sido abençoado com a verdadeira visão. Através dos olhos de uma criança cega, finalmente entendi que o problema não era o mundo e sim EU.
E por todos os momentos em que eu mesmo fui cego, agradeci por ver a beleza da vida e apreciei cada segundo que é só meu.
E então levei aquela flor ao meu nariz e senti a fragância de uma bela rosa, e sorri enquanto via aquele garoto, com outra flor em suas mãos, prestes a mudar a vida de um insuspeito senhor de idade.

Publicado no Portal da Família em 24/01/2012

 

DIA DO HISTORIADOR

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Em dezembro de 2009 foi aprovada a lei que institui o Dia Nacional do Historiador, a ser comemorado no dia 19 de agosto. A data foi proposta pelo senador Cristovam Buarque na qual representaria uma homenagem à Joaquim Nabuco (19 de agosto de 1849 – 17 de janeiro de 1910), grande diplomata do Império do Brasil (1822-1889), poeta e historiador. ( O tempo )

Hoje é dia do historiador! Em homenagem a todos os profissionais da área, confira um relato de Carolina Ferro, pesquisadora da Revista de História, sobre o seu início de carreira. Ainda mestranda, em meio às suas caças a arquivos, ela se deparou com um verdadeiro tesouro imperial.
Leia mais:http://www.revistadehistoria.com.br/secao/a-historia-do-historiador/os-dois-corpos-do-imperador (Foto: Fundação Biblioteca Nacional)

BRASIL, UM SEGREDO PORTUGUÊS

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Imagem: Brasil Escola.com

Indícios apontam que Portugal conhecia as terras brasileiras antes mesmo do Tratado de Tordesilhas.

A chegada dos portugueses ao litoral brasileiro pões-se como uma das grandes polêmicas a serem investigada pelos historiadores interessados na expansão marítimo-comercial e no desenvolvimento do Brasil Colõnia. A esse respeito, vários indícios já comprovam que o anúncio oficial do descobrimento – 22 de abril de 1500 – não passa de uma formalidade bem distante de outras navegações portuguesas que eram mantidas sob rigoroso sigilo.

Segundo alguns estudos recentes, o descobrimento do Brasil poderia ter até mesmo ocorrido sob a liderança e os olhares de outros navegantes. De acordo com um texto dos fins do século XVIII, um navegador francês, chamado Jean Cousin, poderia ter alcançado as terras brasileiras em 1492. Outra tese ainda trabalha com a possibilidade dos navegadores espanhóis Vicente Pinzon e Diogo de Lepe terem chegado às imediações do Ceará e do Amapá um ano antes da esquadra cabralina.

Com relação à Portugal, esse mistério sobre a data do descobrimento manifesta-se inicialmente sobre um estranho silêncio que se decorre entre 1488 e 1497. Na primeira data, os portugueses registraram a famosa viagem do navegador Bartolomeu Dias até o Cabo da Boa Esperança. Já na última, temos o registro da viagem de Vasco da Gama até as Índias. O curioso é que no intervalo dessas duas viagens, a Coroa Portuguesa não tem um só registro sobre outras navegações no Atlântico Sul.

Partindo da idéia de que se vivenciava a época das grandes navegações, seria no mínimo estranho que os portugueses não organizassem outras viagens pelo mar em busca de outras terras ou de valiosas rotas comerciais. Além disso, devemos contabilizar que a Coroa Portuguesa vivia cercada por espiões de outros países, geralmente interessados na exploração de um novo caminho ou de informações que poderim lhe garantir novas oportunidades de negócio.

No que tange às navegações daquela época, devemos também levar em conta que os portugueses tinham grandes dificuldades para superar os ventos e correntes que dificultavam o ultrapasse do Cabo da Boa Esperança. Mediante esse empecilho, seria plausível que os portugueses tentassem buscar um ponto mais afastado da Costa Africana para ir em direção à India. Provavelmente, na criação dessa rota alternativa, algum navegador teria, ao menos, avistado o litoral brasileiro.

Do ponto de vista político, os portugueses poderiam também guardar segredo sobre o Brasil, já que nenhum acordo político determinava a exploração das terras descobertas. Por tal razão, até que o Tratado de Tordesilhas fosse assinado em 1494, Portugal teria deixado um desconhecido representante em terras brasileiras chamado de “bacharel da Cananéia”. Essa teoria, defendida pelo historiador José Carlos Borges, reforça ainda mais uma chegada ao Brasil anterior a 1500.

Sem dúvida, o maior indício desta farsa repousa no fato da Coroa Portuguesa ter renegociado os limites de exploração com a Espanha, através da assinatura do Tratado de Tordesilhas. Isso nos indica que os portugueses teriam recolhido novas informações sobre a correta distância do litoral brasileiro e, portanto, deveriam renegociar as zonas de exploração para que o Brasil estivesse assegurado em seus domínios.

Por fim, ainda temos que contabilizar um relato do navegador Duarte Pacheco, que, em 1488, teria sido enviado ao Atlântico Sul para “descobrir a parte ocidental”. Com esse último indício, podemos ter a clara certeza que a descoberta e o anúncio das terras brasileiras fizeram parte de um plano minucioso que, por fim, nos revela os estratagemas e disputas que marcaram o tempo das grandes navegações.

Por Rainer Sousa

Fonte: Brasil Escola