UMA LENDA INDÍGENA

vitoria-regia-ou-victoria-amazonica_21032685A Vitória-Régia

 

 

A vitória-régia é uma flor aquática, típica do rio Amazonas. Os índios contam uma lenda para explicar seu aparecimento.
Naia era uma indiazinha bem bonita e pensava, como todos de sua tribo, que a Lua era um moço de prata. Do casamento das índias virgens com este moço, nasciam as estrelinhas do céu.
Assim Naia corria vales e montes, erguendo os braços e tentando, a todo custo, alcançar a Lua. Mas, mesmo subindo nas mais altas montanhas, a Lua ficava sempre muito longe, no céu infinito.
Naia desistiu de buscar o moço de prata e ficou triste.
Uma bela noite, porém, aproximou-se do grande rio. O que viu? Dentro dele, bem lá no fundo, estava a Lua. Naia não teve a menor dúvida. O moço de prata, noivo das virgens, lá estava, chamando-a, num convite de amor.
A jovem lançou-se às águas do rio-mar, num mergulho ansioso. Foi-se afundando, mais e mais, até desaparecer para sempre.
A Lua sentiu-se responsável pelo trágico acidente e achou que a indiazinha merecia ser recompensada e viver para sempre. Num gesto de gratidão, a Lua transformou-lhe o corpo numa flor diferente, bela e majestosa: a vitória-régia.

Fonte: Falando Lendo Escrevendo Português
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Imagem: Freepik

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PORQUE O PINHEIRO É A ÁRVORE DE NATAL

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Internet

Quando Jesus nasceu, bem próximo do presépio estavam três árvores: uma palmeira, uma oliveira e um pinheiro.

Nesta época não só os animais falavam, como as plantas também, ainda que os Homens não compreendessem as suas linguagens.

Estavam as três árvores conversando sobre os presentes que dariam ao Menino Jesus quando a palmeira disse:
– Eu darei a minha palma mais viçosa para que a sua Mãe O proteja do sol forte.

A oliveira que estava carregada de frutos –as azeitonas – respondeu:
– Eu oferecerei os meus frutos e o meu azeite para a Criancinha!

Voltaram-se as duas para o pinheirinho e perguntaram-lhe:
– E tu? O que irás oferecer?

O pinheirinho muito quieto pensava no que teria de especial para ofertar ao Menino, quando a palmeira dirigiu-se a ele dizendo:
– As tuas folhas são pontiagudas e podem ferir a Criança!

A oliveira por sua vez disse:
– E os teus frutos? São secos e duros…

E disseram em conjunto:
– Que pena! Não tens nada de especial para oferecer…

O pinheiro então ficou muito triste e silencioso.
É verdade, pensou. Todos trouxeram presentes para esta Criança: os pastores – lã, leite e até um pequeno carneirinho! Os reis – ouro, incenso e mirra! A palmeira e a oliveira puderam oferecer algo de si, só eu tenho como alegrar a Criancinha…

Neste momento, as estrelas que cintilavam lá no alto do céu e que haviam escutado toda a conversa entre as árvores começaram a descer devagarinho e foram pousando delicadamente nos ramos verdes do pinheiro que se foi iluminando e ficando cada ves mais bonito.

Todos se admiraram, e se voltaram para ele, e lá da manjedoura os olhinhos do Menino Jesus encheram-se de brilho e alegria.

E foi assim que o singelo pinheiro se tornou a árvore do Natal, e todos os anos, nesta época, as pessoas enfeitam-no e enchem-no de luz.

Fonte: letras e historias

 

 COLECOES

A LENDA DO BEIJA-FLOR

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Existiam duas tribos morando à beira de um rio: uma tribo maior e uma tribo menor.

A tribo menor plantava e pescava com muito afinco e, com isso começou a ter mais peixe e maior abundância de alimentos. Isso gerou inveja na outra tribo, que começou a hostilizar seus vizinhos, primeiro com palavras, depois com gestos e por fim declararam guerra àqueles que, mesmo em menor número, eram mais trabalhadores e eficientes.

Indiferente à estas questões, dois jovens se enamoraram, porém cada qual pertencia a uma tribo. O rapaz pertencia à tribo menor e a jovem à tribo maior. Apesar da guerra os dois se encontravam às escondidas, mas um dia os guerreiros da tribo da jovem a seguiram e os encontraram namorando. Depois de espancar o rapaz e pensando que ele estivesse morto levaram a jovem de volta à tribo.

O Conselho dos Anciãos foi convocado para o julgamento do pobre jovem. A acusação era de traição, já que as tribos estavam em guerra e eles acreditavam que ela passava segredos para a outra tribo. A sentença era de morte, mas por ela ser muito jovem e bela, convocaram os Xamãs que resolveram transformá-la numa flor.

O rapaz, socorrido por seus guerreiros, sobreviveu ao espancamento e, tão logo se recuperou passou a procurar desesperadamente pela sua amada. Ele chamou os anciãos e anunciou que iria até a outra tribo em busca de seu amor. Eles não permitiram tremenda loucura e tentaram, de toda forma, impedí-lo. Afirmaram que na sua tribo existiam lindas moças que poderiam ser boa esposa e dar-lhe filhos fortes e saudáveis. O rapaz estava irredutível e os anciãos, vendo tamanha decisão e tristeza do jovem, chamaram os xamãs para ajudá-los. Depois de muito pensar e sabendo que a jovem amada tinha sido transformada em flor decidiram transformá-lo em Beija-Flor.

Segundo a lenda, é por isto que o Beija-Flor vai de flor em flor, sempre tentando achar a sua amada.

Em toda lenda indígena existe uma moral que os mais velhos ensinam aos mais novos e esta é que nunca se deve desisitir do seu objetivo.

 Fonte:  http://nomads.com.br/Lenda.html


Imagem de direito público

O TOURO ENCANTADO

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Paisagem da Ilha dos Lençóis – MSN VIAGEM

“ Na praia dos Lençóis, entre os municípios de Turiaçu e Cururupu, no Maranhão, nas noites de sexta-feira, não havendo luar, aparece um grande touro negro com uma estrela resplandecente na testa. Quem estiver na praia será tomado de um pânico irresistível (…). Quem tiver a coragem de ferir o touro na estrela radiante vê-lo-á desencantar e a aparecer El-Rei D. Sebastião. A cidade de São Luís do Maranhão submergir-se-á totalmente, e diante da praia dos Lençóis emergirá a Cidade Encantada, onde o rei espera o momento de sua libertação. Na praia dos Lençóis é proibido pelos pescadores levar-se qualquer recordação local, que tenha sido colhida na praia ou n’água do mar, conchas, estrelas, búzios, algas secas, etc. Tudo pertence a El-Rei D. Sebastião e é sagrada sua posse”.

Dom Sebastião foi o rei português que morreu em 1578, aos 24 anos, quando se lançou com seus soldados em uma temerária aventura guerreira no Marrocos, na esperança de converter os mouros em cristãos. Ele desapareceu na famosa batalha de Alcácer Quibir, durante a qual o exército português foi quase dizimado pelas forças inimigas, e como o seu corpo jamais foi encontrado, muitas lendas foram criadas pelos crédulos e otimistas, todas alimentando o sonho de que um dia D. Sebastião retornaria à sua terra para libertá-la do domínio espanhol, restaurando dessa forma o império português. Uma dessas histórias sustenta que o soberano costuma aparecer nas noites de lua cheia em uma das praias da ilha dos Lençóis, que por sua vez está localizada no arquipélago de Maiaú, lado ocidental da cidade de São Luís.

Reza a lenda que o rei sempre se deixa ver na forma de um touro encantado, aguardando esperançoso que algum corajoso finalmente apareça e o liberte da maldição que o colocou naquela situação. E, também, que ele mora em um palácio de cristal que sempre se ergue no fundo do mar, próximo à ilha, mas não consegue sair de lá, por mais que tente, porque seu navio não encontra a rota correta que o leve de volta a Portugal.

A mesma versão garante ainda que a ilha dos Lençóis é encantada, e que se tornou morada do rei português porque os montes de areia nela formados pelo vento, se assemelham aos existentes no campo de Alcácer Quibir, onde D. Sebastião desapareceu. O touro negro que esconde a figura do rei português tem uma estrela de ouro na testa, e se alguém conseguir tangê-la, ferindo o animal, o reino será desencantado, a cidade de São Luís irá submergir e em seu lugar surgirá a cidade encantada que guarda os tesouros do rei. Também o dia em que a testa estrelada do touro for atingida por algum cidadão desasssombrado, o rei será libertado do encanto maligno que o transformou em animal e emrgirá de vez das profundezas do oceano.

D. Sebastião I (1554 – 1578), décimo sexto rei de Portugal, herdou o trono em 1507, quando tinha apenas três anos de idade. Aos 14 anos,quando finalmente assumiu o trono, o jovem soberano tinha a saúde débil, o espírito fraco e a mente sonhadora, razão pela que ao invés de administrar o vasto império de que era senhor, formulava planos para batalhas imaginárias e conquistas retumbantes, além de projetos visando a expansão da fé católica, profundamente convencido de que seria ele o capitão de Cristo numa nova cruzada contra os mouros do norte da África. Por esta razão começou a preparar-se para a expedição contra os marroquinos da cidade de Fez.

E quanto a Dom Sebastião, provavelmente morreu na batalha ou depois de aprisionado. Mas para o povo português de então, o rei havia apenas desaparecido, e por isso passou a esperar por seu regresso.

O poeta Fernando Pessoa dizia:

Quando é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!”

Fonte:  FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER…

CURIOSA LENDA ACERCA DE SÃO GREGÓRIO, PAPA

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O papa Gregório Magno (590-604) ditava todos os seus livros a um escriba detrás de uma cortina. Dentro do Vaticano há um afresco do papa Gregório que narra a lenda em torno dele.. Certa vez, quando o papa ditava seus escritos, um secretário puxou a cortina para o lado e viu o Espírito Santo na forma de uma pomba perto de seu ouvido, segredando-lhe o que deveria dizer em seu novo livro.

LO BELLO, Nino. O incrível livro do vaticano e curiosidades papais. 2ª edição.
Aparecida Santuário, 2003.

Autoria da parte de Orate Fratres
Selado como Curiosidades, Papas

 

A SERPENTE E O VAGALUME

 

serepente-e-vagalume   Imagem: Internet

Conta a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir um vagalume. Este fugia rápido, com medo da feroz predadora e a serpente nem pensava em desisitir. Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada…No terceiro dia, já sem forças, o vagalume parou e disse à cobra:

– Posso fazer três perguntas?

– Não costumo abrir esse precedente a ninguém mas já que vou te devorar mesmo, pode perguntar.

– Pertenço a sua cadeia alimentar?

– Não.

– Eu te fiz algum mal?

– Não.

– Então, por que você quer acabar comigo?

– Porque não suporto ver você brilhar…

“PENSE NISSO”

Fonte: Valor da Amizade
Comunidade do Orkut

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É BOM RECORDAR

 

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Imagem : BLOG – ANIMAIS NOSSOS AMIGOS

UIRAPURU

O uirapuru é conhecido como o pássaro da felicidade. Seu canto é único e melodioso, encanta pela beleza das notas. Os caboclos da região amazônica creditam a este pássaro dotes fantásticos, chegando a empalhá-lo para ser vendido nas feiras como amuleto.Quando o uirapuru canta, toda a floresta silencia para ouví-lo. É um momento mágico e único.
Fonte : Portal Amazônia

A NARRATIVA SOBRE A PAIXÃO DO JOVEM ÍNDIO

Existe a lenda amazônica sobre o Uirapuru. Nos registros existem, basicamente, duas narrativas, entretanto, ambas revelam que a origem do Uirapuru foi a compensação dada pela divinidade ao grande sofrimento causado por amor de impossível realização.

Uma das narrativas conta que um jovem índio apaixonou-se perdidamente pela esposa do grande cacique da tribo. Incapaz de viver este amor impossível pediu a Tupã, que o transformasse em ave, para amenizar a sua dor. Desde então, às noites, passou a cantar bela melodia, para fazer a sua amada dormir.

O cacique ficou tão fascinado pelo canto que perseguiu o pássaro para prendê-lo. O Uirapuru voou para a floresta e o cacique, na perseguição, nela se perdeu para sempre.

Todas as noites o Uirapuru voltava para acalentar os sonhos do seu amor, esperando também, que um dia, a índia pudesse reconhecê-lo e despertá-lo do seu encanto.

A NARRATIVA SOBRE A PAIXÃO DAS DUAS ÍNDIAS

A outra narrativa conta que duas índias muito amigas apaixonaram-se pelo mesmo guerreiro da tribo. A história do amor das duas se espalhou pela aldeia, e os mais velhos resolveram perguntar ao índio qual das duas ele amava. A resposta surpreendeu a todos, confessou seu amor pelas duas.

Pelas tradições da tribo não era permitido o casamento com as duas índias e, assim, o conselho de anciões da tribo decidiu: “ o guerreiro casaria com aquela que primeiro conseguisse flechar um marreco voando”.

O casamento foi realizado. A índia que perdeu foi ficando cada vez mais triste, pois não suportava a impossibilidade de realizar seu grande amor e a saudade da amiga. Procurou um lugar distante e começou a chorar. Chorou tanto, que suas lágrimas se transformaram num riacho.

Inconformada com aquela situação implorou a Tupã para ser transformada num pássaro.

Tupã compadecido atendeu-a dizendo: “ de hoje e para sempre serás o Uirapuru. Terás um canto tão lindo e harmonioso que te livrarás de teu sofrimento. Quando cantares a floresta silenciará”.
Fonte : A LENDA DO UIRAPURU
J.Coelho
Recanto das Letras