TODO ROSTO É ÚNICO

557458444_thumb.jpg

Hoje, 20 de novembro, é celebrado no Brasil o Dia da Consciência Negra. Fiz a tradução dum poema contra o racismo cujo autor é Tahar Ben Jelloun.

Uma criança negra, com pele negra, olhos negros,
Com cabelos crespos ou encaracolados, é uma criança.
Uma criança branca, com pele rosa,
Olhos azuis ou verdes
Com cabelo loiro ou liso, é uma criança.
Um e o outro, negro e branco,
Têm o mesmo sorriso quando uma mão acaricia seu rosto.
Quando olhamos para eles com amor e conversamos com eles com ternura.
Eles derramarão as mesmas lágrimas se estiverem chateados se estiverem feridos.
Não há dois rostos absolutamente idênticos.
Cada rosto é um milagre porque é único.
Dois rostos podem ser parecidos,
Eles nunca serão exatamente os mesmos.
Viver junto é uma aventura em que o amor,
A amizade é um belo encontro com o que não sou eu,
Com o que sempre é diferente de mim e que me enriquece.

Anúncios

Julie Payette torna-se o 29º Governador Geral do Canadá (02 de outubro de 2017)

Juli-Payette-L.P..jpg

Ex-astronauta Julie Payette assumiu oficialmente o comando de Rideau Hall (a residência oficial do Representante da Rainha no Canadá) segunda-feira, tornando-se a 29ª pessoa para o mandato de Governador Geral do Canadá. (La Presse)

Julie Payette em resumo (Fonte: La Presse)

– Titular de um Bacharelado Internacional do United World College of the Atlantic no País de Gales, Reino Unido, Bacharel em Engenharia Elétrica da Universidade McGill e Mestrado em Ciências Aplicadas (Engenharia Informática) da Universidade de Toronto;

– Possui uma licença de piloto profissional com qualificação de hidroavião;

-Fluente em francês e inglês e pode conversar em espanhol, italiano, russo e alemão;

– Pianista, apresentou-se, notadamente, com a Orquestra Sinfônica de Montreal, a voz Piacere de Bâle na Suíça e com o Coro e a Orquestra Barroca Tafelmusik em Toronto.

Citação do Primeiro Ministro Justin Trudeau

Em 27 de maio de 1999, foi um país inteiro que a viu deixar a Terra com orgulho e emoção. Naquele dia, o Canadá estava conhecendo uma cientista consumada, uma astronauta intrépida e uma canadense entusiasta. Uma mulher cujo conhecimento, determinação e curiosidade levaram-na não só a realizar seus próprios sonhos, mas também a alimentar os de todo um país e de toda uma geração. (Fonte : Sympatico)

Julie Payette ( Trechos do discurso )

Em um discurso de 20 minutos pronunciado nas duas línguas oficiais – e, ao mesmo tempo, em Algonquin (Língua dos habitantes nativos da América do Norte) -, sem notas, ela disse que não esperava que o primeiro-ministro Justin Trudeau lhe oferecesse o cargo. (Fonte: La Presse)

A ex-astronauta fez um discurso muito pessoal, enfatizando a importância dos valores canadenses e de unir nossas forças. “Juntos, podemos mover montanhas. É nosso dever, até certo ponto, ajudar a melhorar a vida das pessoas em nossas comunidades, reduzir as desigualdades aqui e em outros lugares “, disse ela. (Fonte: Sympatico)

Eu acredito que aqui no Canadá estamos em uma posição, mais do que nunca, para fazer a diferença. Porque somos ricos em valores de abertura, tolerância, ajuda, compaixão e porque decidimos, como pessoas, compartilhar nossas riquezas tanto quanto possível. Porque acreditamos na igualdade de oportunidades e oportunidades para todos.
(Fonte: Sympatico)

Tradução

 

C’ÉTAIT GÉNIAL ET MODESTE À LA FOIS

Les Brésiliens étaient bien loin du gigantisme des cérémonies de Pékin ou des acrobaties de James Bond à la cérémonie de Londres.
Mais ils ont passé leur message avec panache et originalité.
Encore une fois, ils ont savamment exploité la «gambiarra». C’est l’expression qu’ils utilisent pour dire qu’ils sont capables de faire de grandes choses avec presque rien.
Pendant que la famille olympique célébrait à l’intérieur du mythique stade de Maracana, des milliers de soldats et de policiers équipés de blindés et de matraques faisaient le guet dans les rues avoisinantes.
Et un peu plus loin, à Copacabana, des milliers de citoyens écœurés dénonçaient la corruption de leur gouvernement.
Des deux côtés des barricades, le message était le même. Les Brésiliens veulent que le monde change.
En attendant, les Jeux de Rio sont officiellement ouverts.
Un texte de Martin Leclerc
Photo de Rogério
Santana

Tradução

“Foi muito bom e modesto ao mesmo tempo.”

Os brasileiros estavam longe do tamanho gigantesco das cerimônias de Beijing ou as acrobacias de James Bond na cerimônia de Londres.
Mas eles passaram a sua mensagem com brio e originalidade.
Uma vez mais, eles exploraram habilmente o “GÂMBIARRA” . É a expressão que eles usam para dizer que são capazes de fazer coisas grandes com quase nada.
Enquanto a família Olímpica celebrava dentro do Estádio do Maracanã, milhares de soldados e policiais equipados com carros blindados e cassetetes vigiavam nas ruas próximas.
E um pouco mais longe , em Copacabana, milhares de cidadãos denunciam a corrupção de seu governo.
Nos dois lados da barricada, a mensagem era a mesma. Brasileiros querem que o mundo mude.
Enquanto isso, os Jogos do Rio estão oficialmente abertos.

Cerimônia-de-Abertura-da-Rio-2016-Foto-de-Rogério-Santana-885x565

 

 

JUSTIN TRUDEAU PRIMEIRO-MINISTRO DO CANADÁ

J.T.

O novo Primeiro-Ministro JustinTrudeau foi empossado em 04 de novembro, no Rideau Hall, em Ottawa.

O Primeiro-Ministro do Canadá é o chefe do Governo do Canadá nomeado pelo Governador Geral. A tradição constitucional quer que seja nomeado o líder do partido político com mais membros na Câmara dos Comuns do Canadá. O Primeiro-Ministro possui o direito de usar o título “O Muito Honorável” para a vida; em francês: “Le très Honorable” e em inglês: “Prime Minister of Canada”). Ele é designado pelo Governador Geral para formar o governo (o órgão executivo) do Canadá sob a sua responsabilidade.

O atual Primeiro-Ministro é Justin Trudeau, líder do Partido Liberal do Canadá. Seu partido ganhou a maioria absoluta na Câmara dos Comuns na eleição federal canadense de 2015. Justin Trudeau e seu gabinete tomou posse perante o Governador Geral, em 04 de novembro de 2015.

Fonte: Wikipédia
L’encyclopédia Livre
Crédit photo : PC / Sean Kilpatrick

 

AS NOVELAS E A DIMINUIÇÃO DA NATALIDADE NO BRASIL

bn5ez9ir

Basta uma personagem na novela da Globo usar esmalte azul para encontrarmos na semana seguinte milhares de mulheres de todas as classes sociais usando esmalte azul. Esse mimetismo já é bem conhecido, mas podemos pensar além dos produtos: que comportamentos são introduzidos na sociedade a partir de uma novela? Que peso tem um autor, diretor e ator de novela para mudar o mundo?

Um artigo acadêmico publicado em 2008 por Eliana La Ferrara, Alberto Chong e Suzanne Duryea com o título Soap Operas and Fertility: Evidence from Brazil, estudou a fundo a relação entre novelas e a diminuição no número de filhos na família brasileira.

O estudo analisou somente as novelas da Rede Globo e cobriu o período de 1970 a 1991. Descobriu que as mulheres que viviam nas áreas com sinal da Globo tiveram uma queda muito forte na fertilidade. O impacto é mais forte nas pessoas de condição social mais modesta e nas mulheres acima de 30 anos. Demonstra também que foram as novelas e não os programas de televisão que influenciaram a mudança no comportamento da família.

Pesquisando a estrutura das novelas, o estudo descobriu que as famílias que aparecem nas tramas tinham muito menos filhos do que a família real brasileira.

Enquanto o país tem um nível de ensino rudimentar (basta pensar que 34% dos universitários brasileiros não possuem um grau pleno de alfabetização funcional), 90% dos lares tem uma televisão. Enquanto o ano letivo tem 200 dias (na teoria), as novelas ocupam mais de 300 dias.

A taxa de fertilidade por mulher no Brasil teve a queda mais acentuada no mundo, ultrapassando a China (onde o governo introduziu a política do filho único, a esterilização e o aborto compulsório). Em 1960 havia 6,3 filhos por mulher no país; em 1970 havia 5,8; em 1991 apenas 2,9. Atualmente, em boa parte do nosso território, já estamos abaixo da taxa de reposição que é 2,1.

O perfil de 115 novelas da Globo indica que 72% dos principais personagens femininas, com idade inferior a 50 anos, não tinham nenhum filho. Sendo que as outras 21% tinham apenas 1 filho. Se consideramos apenas as heroínas que estão casadas nas novelas da Globo temos que 41,2% não tem filhos; 33,3 tem apenas 1 filho e 20,1% tem 2 filhos. Isso distorce totalmente a realidade.

Para piorar, a heroína além de não ter filho é rica e feliz. Em 1994 um estudo com mulheres que assistem novelas pediu que elas descrevessem a típica família que aparece na tevê e a típica família brasileira. Essas mulheres responderam que a família na novela é pequena, rica e feliz; a família real é maior, tem mais filhos e tem cara mais triste.

A influência, logicamente, não se atém ao número de filhos. Vai para o casamento, divórcio e traição. O estudo contabilizou que apenas 27% da heroínas das novelas com 50 anos ou menos são casadas e 12% são divorciadas ou separadas (deve-se ter em conta que isso cobre um período anterior a lei do divórcio e ao crescente número de separações e coabitações). Das casadas, 42,3% traem seus maridos na novela.

Contar uma história é sempre a melhor forma de transmitir algo para as pessoas. Isso pode ser uasdo para o bem, ou como neste caso, para o mal.

Fonte: Do namoro aos filhos – O blog da família Gomes
Publicado no Portal da Família em 12/07/2015

DIA INTERNACIONAL DAS CRIANÇAS VÍTIMAS DE AGRESSÃO

crianca-vitima-de-agressao4 de Junho

Dia quatro de junho não é data para se comemorar. É um dia, isto sim, para refletirmos sobre algo terrível: a violência contra as crianças. Quatro de junho, por conseguinte, foi escolhido para ser o Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão. Em todo o mundo ela acontece e, aqui, no Brasil, também. Infelizmente.

Mas é preciso ficarmos atentos para o significado dessa agressão e nos perguntarmos de que tipo de agressão, afinal, estamos falando.
Somente da agressão física? Naturalmente que esta é a mais dolorosa do ponto de vista biológico, mas será ela a mais absurda?

Existem diversos níveis de agressão: a corporal, a psicológica, a social, a econômica… outros deve haver, com certeza, mas por ora fiquemos com esses.

VIOLÊNCIA CORPORAL

Segundo o Ministério da Saúde, a violência é a segunda causa de mortalidade global em nosso país e só fica atrás das mortes por doenças do aparelho circulatório. Os jovens são os mais atingidos. Além deles, a violência atinge ainda, em grau muito elevado as crianças e as mulheres. Para esta situação contribuem diversos fatores, entre eles, a má distribuição de renda, a baixa escolaridade, o desemprego.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, 64% das denúncias de agressão à criança tem origem em casa, de acordo com levantamento do SOS Criança (instituição estadual que recebe denúncias de agressão contra a criança e o adolescente).

Os episódios mais rotineiros são afogamento, espancamento, envenenamento, queimadura e abuso sexual.

Não é preciso ressaltar o quanto os casos de estrupo, de clausura, prejudicam o desenvolvimento afetivo e psicológico da criança, sem falar naqueles que levam à morte ou a problemas físicos irreversíveis.

VIOLÊNCIA ECONÔMICO-SOCIAL

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Trabalho Infantil (PNAD/2001), realizada pelo IBGE, o trabalho infantil é exercido por cerca de 2,2 milhões de crianças brasileiras, entre 5 e 14 anos de idade. A maioria dessas crianças vem de famílias de baixa renda e trabalha no setor agrícola.

Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam que nos países em desenvolvimento mais de 250 milhões de crianças de 5 a 14 anos de idade. A maioria delas 61% vive na Ásia – um continente de grande densidade populacional – e em seguida vem a África, com 32%. Porém, em termos relativos, é na África que a situação preocupa, pois em cada cinco crianças, duas trabalham. Na Ásia, a proporção cai para a metade: de cada cinco crianças de 5 a 14 anos, uma trabalha.

Nas grandes cidades, muitas crianças são ambulantes, lavadoras e guardadoras de carros, engraxates etc., vivem de gorjetas, sem remuneração ou com, no máximo, um salário mínimo. Esta situação as afasta da sala de aula e também das brincadeiras, jogos lúdicos fundamentais para um desenvolvimento psicológico saudável rumo à vida adulta.

Consequência da pobreza, uma vez que essas crianças necessitam trabalhar para ajudar o sustento familiar, o trabalho infantil é proibido pela Constituição Brasileira de 1988 e seu combate é considerado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) uma das prioridades dos países em desenvolvimento.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
em Portal São Francisco

 

SEMANA PARA UM QUÉBEC SEM TABACO 2015

EA19426B8670F92E8182E1020F6C9

Os organizadores da Semana para um Québec sem tabaco, lançada domingo, têm como base    uma campanha focalizada sobre o sofrimento  cotidiano das vítimas do tabaco.

O tabaco faz sofrer suas vítimas antes de matá-las” diz numa nova propaganda um novo paciente submetido a uma traqueotomia. O vídeo mostra outras pessoas com doenças causadas pelo tabagismo, entre as quais o enfisema e o câncer.

Apesar das campanhas de conscientização, o número de fumantes no Québec continua o mesmo por dez anos. Um em cada cinco quebequense fuma, seja mais de um milhão e meio de pessoas.

Houve progresso durante alguns anos onde somente a metade da população fumava na década de 60, até 21 % hoje. Mas vemos que ainda é preciso recomeçar, porque novas pessoas começam a fumar”, disse Mario Bujold, diretor do Conselho Quebequense sobre o tabaco e a saúde, que coordena a Semana.

 Uma pesquisa Léger apresentada no domingo revela que 66% dos quebequenses conhecem alguém que tenha sofrido de uma doença relacionada ao tabagismo.

Em pacientes fumantes, 45% costumam usar os serviços e tratamentos de saúde, 41% vão tomar medicação por longos períodos e 22% são inválidos.

Muitos deles têm dificuldade para fazer atividades esportivas, ou até mesmo se mover.

“Acabei de perder, no outono, um tio com câncer no pulmão. Ele fumava há muito tempo. Parou, mas o estrago já estava feito. Isso prejudica gerações, afeta a todos”, testemunhou o humorista François Massicotte, porta-voz da Semana no Québec sem tabaco.

Vinte e oito pessoas morrem diriamente, no Québec, por causa do tabagismo.

Fonte: Radio Canada
(Tradução)